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Star Wars: sucesso além das galáxias

Você já tentou entender a paixão dos fãs por Star Wars? Ou nem sabe o que é isso?!  Vem com a gente que vamos te contar tudo sobre uma das mais importantes sagas da história do cinema.  Temos certeza que, quando você terminar de ler, vai querer sair correndo para assistir todos os filmes e até querer brincar de sabre de luz com os amigos (uoom, uooom ♪)

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Sílvio Santos e o seu legado na internet

Senor Abravanel x Silvio Santos

Sílvio Santos já foi muitas coisas em sua vida, inclusive Senor Abravanel. Seu nome de batismo tem origem judia, herança trazida pelos pais de seu país natal, o antigo Império Otomano (Turquia), da onde vieram no início do século XX.

Nascido em 12 de dezembro de 1930, Sílvio é um sagitariano nato. Talvez isso explique seu carisma e bom humor e bem, aquelas suas tiradas que todo mundo adora imitar. “Mah oe”, sendo a mais famosa de todas, sem esquecer daquele clássico microfone preso logo abaixo do seu pescoço e do bordão “Quem quer dinheiro?”

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As Sensações do Marketing

Música. Já se imaginou sem ela? Talvez seja a única forma de arte que agrada a todos os tipos de pessoas. A sonoridade está presente em quase todos os momentos da nossa vida. Existem infinitos estilos, um para cada gosto. É bem difícil você encontrar alguém que simplesmente não gosta de nenhuma forma de música. E por que será que nos ligamos tanto a essas ondas sonoras?

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Em seu livro, Music Branding, Guto Guerra conta que o som sempre esteve presente na vida do ser humano. A utilização do som vem de longa data, desde a pré-história o homem primitivo realizava rituais ao som de cânticos e acompanhado por tambores. Esses rituais – em grande parte – eram ligados a manifestações mitológicas e divinas.

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Jornalismo e Blogs de Viagem

Sabe aquela novidade sobre um show incrível na sua cidade que você viu no Facebook? Ou aquela batida de três carros que parou o trânsito te deixou preso num engarrafamento? Pois é.

Essas informações que vemos todos os dias podem ser mostradas em várias plataformas diferentes no mundo inteiro. Seja sobre música, acidente de trânsito, anúncio de empregos, todas elas podem ser vistas pela TV, no jornal escrito, no rádio ou na internet. Existem alguns jornalistas que, devido à crise que vivemos e por outros motivos, exercem mais de uma função nas redações onde trabalham, sendo chamados de multifuncionais. Mas existem aqueles que preferiram se definir muito além de simplesmente em qual plataforma iriam trabalhar.

Cristiana Lobo, por exemplo, é uma jornalista de política da Globo News. Fernanda Gentil é de esportes da Globo. Maju Coutinho é a garota do tempo do Jornal Nacional… elas seguiram um caminho no Jornalismo e, até o momento, preferem continuar nele. Temos também as revistas de Moda, que podem ser usadas como exemplo de uma única vertente do Jornalismo que os estudantes já formados quiseram seguir (temos que citar um dos melhores filmes existentes, O Diabo Veste Prada, como o maior exemplo sobre isso).

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Harry Potter e a transmidiação

Com certeza você possui um amigo fanático por Harry Potter, que sempre arruma uma maneira de falar sobre essa saga no meio da rodinha de amigos, ou até mesmo você é esse amigo fanático. Uma coisa é certa, Harry Potter está na vida de grande parte da população mundial. Desde seu lançamento a saga faz um sucesso estrondoso, que só cresceu com o passar dos anos, indo além de Livros e Filmes, Harry Potter conquistou espaço em diversas outras plataformas, e esse é um fato que precisa ser analisado, como essa saga se tornou a potência que é hoje?

Mas se por acaso você vive em outro mundo e nunca ouviu falar de Harry Potter, aqui vai uma breve descrição do que essa oitava maravilha do mundo é. Ela se trata de uma série literária, do gênero infanto juvenil, composta por sete livros e escrito pela autora JK Rowling. Conta a história de Harry, um menino órfão, que mora com os tios e seu primo Duda na rua dos Alfeneiros número 4, aos 11 anos ele descobre que é um bruxo e possui uma vaga na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Ao longo da saga acompanhamos e descobrimos juntos com Harry e seus dois melhores amigos, Rony Weasley e Hermione Granger, mais sobre o mundo Bruxo e seus mistérios.

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League of Legends e a Convergência

Ultimamente você deve ter notado que os jogos online começaram a invadir espaços antes reservados para outras atrações, como ginásios e canais de esporte, além dos mapas dos games. Redes Sociais, YouTube, TV e cinemas são umas das plataformas agora alcançadas por essas brincadeiras que viraram assunto sério. O League of Legends, hoje, alcança um público muito além do dos seus concorrentes e isso pode ser explicado pela Convergência.

O que é o League of Legends?

Disponível para Windows e Mac OS X e fornecido pela Riot Games, League Of Legends foi inspirado no modo Defense of The Ancients (DOTA) de Warcraft III: The Frozen Throne. O LOL é um jogo grátis do gênero MOBA – Multiplayer Online Battle Arena, estilo de jogo em que jogadores são divididos em dois times e “convidados” a batalhar e invadir a base inimiga.

Divulgação do DOTA2, jogo que sucedeu o primeiro DOTA.

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Venere no Altar de RuPaul!

“Se você não consegue amar a si mesmo, como diabos você vai amar outra pessoa?”. Essa é uma das (muitas) frases icônicas do ator, modelo, cantor e autor RuPaul Andre Charles. Mais do que isso, RuPaul é uma das drag queens mais famosas e influentes de todos os tempos. E – graças à Cultura da Convergência, à Cauda Longa e à atenção aos fãs – o sucesso da Mamma Ru e do seu Reality Show só cresce. Mas antes de explicar o porque desse poder todo, vamos entender o conceito de drag queen.

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Sobre memes e o Negão da Piroca

Aaaaah Muleeeequeeeee! Fuuuuuuu? Forever alone? Gretchen? Girls In The House? Alô alô, você sabe quem sou eu? O último pode até ser Inês Brasil, mas todos os citados são memes, não virais. Ao longo do texto será abordada a incorporação deles (dos memes) no nosso cotidiano, as teorias que explicam a extensão desse fenômeno cultural contemporâneo e a atemporalidade de um que sempre sobrevive nos esconderijos da sua mente. TAN TAN TAN TAAAAANNNNNN. Ficou mais confuso que a Nazaré? Calma que vou explicar melhor.

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Marvel: um case de sucesso

Que a Marvel se tornou referência quando o assunto é super-heróis, isso não podemos negar. Desde que entrou para indústria cinematográfica, ela se destacou por apresentar personagens que anteriormente eram conhecidos somente nos quadrinhos e que hoje viraram febre, reunindo fãs em todo o mundo e se tornando uma verdadeira potência do cinema.  Mas a questão é: como a empresa conseguiu todo esse sucesso?

A Marvel Entertainment, inicialmente chamada de Timely Comics, foi criada na década de 30, por Martin Goordman. Sua primeira publicação oficial aconteceu em 1939, possuindo somente dois heróis em seu catálogo: o Tocha Humana e o vilão Namor. Apesar de não ter um começo muito bom, devido às consequências da Segunda Guerra Mundial, no final da década de 50, com o auxílio do escritor e produtor Stan Lee, a Marvel ganhou reconhecimento através de HQs como Quarteto Fantástico, Hulk, Demolidor, entre outros.

A partir daí suas histórias e heróis se aproximavam mais da realidade, acontecendo em lugares reais, como Nova York, e seus heróis possuindo uma vida normal, com trabalho e problemas pessoais, o que possibilitou que seu público se identificasse com seus personagens. Até que em 1996 a empresa faliu, e a solução encontrada foi vender os direitos de alguns dos seus personagens, como Blade, Homem-Aranha, X-Men e Quarteto Fantástico.

Para saber mais sobre a história da empresa, assista ao vídeo do canal Nostalgia sobre a Marvel. 

Marvel e a Cauda Longa

Anos atrás, o gênero de super-heróis não era tão abordado no cinema e ninguém imaginaria que um dia faria tanto sucesso. Por muito tempo, histórias de terror, policial e faroeste eram priorizadas pela indústria cinematográfica e pelo público.

Por se tratar de um mercado de nicho, o tema nem sempre era uma opção na hora de escolher o que iria ser produzido. Com a chegada da Marvel no cinema e a escolha de colocar em prática o que a teoria da Convergência prega, as coisas mudaram.

A Teoria da Convergência diz respeito à forma com que nos relacionamos e consumimos os conteúdos midiáticos. Com a escolha de construir um universo compartilhado, a Marvel trabalhou justamente isso, oferecendo meios diferentes de atingir seu público, conectando o cinema com os demais conteúdos e criando uma rede de ligações em seu universo que só tende a crescer e se tornar mais rica em informações.

Como dito anteriormente, trabalhar com mercado de nicho nem sempre é a opção de algumas empresas, mas de acordo com a Cauda Longa isso está mudando. Essa teoria diz respeito à mudança de mercado de Hits (massa) para o mercado de nicho, e é o que está acontecendo atualmente com a Marvel.

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Podemos dizer que com a proporção e o sucesso que seus filmes fizeram, eles saíram do nicho e se transformaram em algo voltado para massa. Porém, com a chegada de Homem-Formiga, por exemplo, as coisas mudaram de rumo mais uma vez. Abordar um herói pouco conhecido, até mesmo pelo público-alvo da empresa, abriu mais espaço para os nichos, que só tendem a se segmentar ainda mais.

A Marvel se transformou nessa potência que vemos hoje devido ao fato de que todos seus conteúdos se unem; isso só tende a crescer, pois a cada novo lançamento seu universo cinematográfico se torna ainda mais completo.

Universo Cinematográfico Marvel (UCM)

É importante frisar que a Marvel Entertainment, possui várias subdivisões e algumas delas são: a Marvel Comics, responsável pela publicação dos quadrinhos, Marvel Studios, estúdio de televisão e cinema e a Marvel Television, responsável pelos programas de televisão.

Em 2008, a Marvel começou a produzir seus próprios filmes através da Marvel Studios, sendo a primeira a planejar um universo compartilhado entre seus heróis, no qual as adaptações cinematográficas dos quadrinhos se entrelaçam tornando-se igualmente importantes para todo o universo Marvel. Foi graças a isso que a empresa se destacou, relacionar todas as suas tramas instigou seu público a consumir todos os seus conteúdos, tendo uma experiência diferente a cada adaptação lançada.

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Ao fim de cada adaptação sempre existe uma cena pós-créditos, o que acabou se tornando uma marca dos filmes da Marvel. Estas possuem pistas sobre os próximos filmes que serão lançados e de acontecimentos que virão ocorrer nas demais fases, auxiliando a história a a se manter unida em diferentes filmes e plataformas.

O Universo cinematográfico foi dividido em fases, tendo começado em 2008 com a fase 1 e possuindo filmes anunciados até 2019, fase 3.

  •         Fase 1

– A primeira fase se inicia com o filme do Homem de Ferro (2008), responsável por introduzir o que seria feito no universo cinematográfico e oferecer citações que se tornariam importantes no decorrer da história.

– Seguido de O Incrível Hulk (2008), filme em que aconteceu a primeira conexão entre dois heróis desse universo, por meio da cena pós-créditos.

Homem de Ferro 2 (2010), ampliando o universo já estabelecido, apresentando novos personagens que viriam a ser essenciais na história.

Thor (2011), abordando algo fora da realidade apresentada em Homem de Ferro e O Incrível Hulk, se tratando de outras mitologias, além de apresentar o vilão Loki, que se tornaria um dos vilões mais importantes para o Universo Cinematográfico Marvel (UCM).

Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), expandindo mais uma vez o UCM, porém abordando fatos que aconteceram no passado, já que o filme se passa na década de 40. Contendo informações já introduzidas em filmes anteriores e que viriam acrescentar às demais adaptações.

Vingadores (2012): todas as informações e histórias anteriormente apresentadas se unem no filme. Desde o lançamento de Homem de Ferro, em 2008, a ideia da iniciativa Vingadores vinha sendo construída. Nos demais filmes eram deixadas pistas do que estaria por vir. A adaptação foi a realização de um crossover entre os heróis para enfrentar uma ameaça maior, no caso o vilão Loki, já apresentado em um filme anterior (Thor). No ano seguinte foi lançada a série Agents of SHIELD, criada para servir de ponte entre os filmes da Marvel, falaremos sobre ela mais adiante.

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Devido a conexão de seu universo, existem várias formas de assistir os filmes da Marvel, por exemplo, respeitando a ordem de lançamento e seguindo a cronologia dos fatos, no qual é possível ver o quanto cada filme se completa.

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  •         Fase 2

Homem de Ferro 3 (2013)

Thor: O Mundo Sombrio (2013)

Capitão América: O Soldado Invernal (2014)

Guardiões da Galáxia (2014)

Vingadores: Era de Ultron (2015)

Homem- Formiga (2015)

Na segunda fase a Marvel conseguiu se consolidar. Sua intenção de transformar seu universo cinematográfico em um universo compartilhado ia se tornando cada vez mais visível. Seus filmes funcionavam bem sozinhos e, principalmente, juntos. As pontas soltas e histórias pouco trabalhadas na Fase Um foram sendo abordadas mais intimamente na Fase Dois, além de apresentar novos heróis, como em Guardiões da Galáxia, que serão importantes na Fase Três. A segunda fase se encerrou com Homem-Formiga e atualmente estamos na Fase Três, que se iniciou com Capitão América: Guerra Civil. Sempre mantendo o mesmo formato, cada filme se conectando, contendo informações relevantes para todo o universo cinematográfico.

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  •       Fase 3

Capitão América: Guerra Civil (2016)

Doutor Estranho (2016)

Guardiões da Galáxia 2 (2017)

Homem- Aranha (2017)

Thor: Ragnarok (2017)

Pantera Negra (2018)

Vingadores: Guerra infinita – Parte 1 (2018)

Homem-Formiga e a Vespa (2018)

Capitã Marvel (2019)

Vingadores: Guerra infinita – Parte 2 (2019)

A ideia de expandir cada vez mais seu universo se tornou um trabalho árduo, devido à venda dos direitos de alguns de seus personagens anos atrás. Nos quadrinhos, algumas dessas histórias se entrelaçavam com personagens que a Marvel não poderia utilizar no cinema, citando como exemplo, O Quarteto Fantástico (direitos possuídos pela Fox) e Homem-Aranha, do qual a Sony detém os direitos.  

As histórias do Universo Cinematográfico Marvel estão se tornando cada vez mais complexas. Partindo de um simples filme que contava a criação de um herói (Homem de Ferro), dando início a uma narrativa transmidiática que, na Fase Três, vai relatar uma guerra intergalática. A utilização de heróis que possuem seus direitos vendidos é desejo de todo fã da empresa, por permitir que as adaptações cinematográficas sejam mais fiéis aos quadrinhos.

Em 2015, a Marvel fechou um acordo com a Sony para utilizar o Homem-Aranha no seu universo cinematográfico. E foi isso que aconteceu: o herói participou do filme Capitão América: Guerra Civil e possui um filme programado para 2017.

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Outras empresas como a Fox e a DC, vendo o sucesso de mercado que a Marvel alcançou, decidiram seguir a mesma estratégia de criar um universo compartilhado. A Fox, possuidora dos direitos de X-men e Deadpool (que surpreendeu a todos com seu Marketing), está atualmente alinhando seus filmes, anteriormente cheio de furos na história, para conseguir explorar ainda mais esse universo de possibilidades. Já a DC que a tempos não pensou em utilizar essa estratégia, está atualmente no começo da produção de um universo compartilhado, porém seguindo uma linha diferente da Marvel, pois seus filmes e série possuem, cada um, seu universo compartilhado próprio, como exemplo as séries Arrow e The Flash que deram origem ao spin off, DC’s Legend Of Tomorrow.

Séries

O universo cinematográfico Marvel não se restringe somente aos filmes. Séries como Agentes of SHIELD e Agent Carter agem como uma ligação entre as adaptações para o cinema, se aprofundando em fatos que foram abordados superficialmente ou que nem chegaram a ser comentados nos filmes, enriquecendo ainda mais o universo compartilhado.

– Agents of SHIELD

A série trás a história de uma das equipes da SHIELD. A agência secreta do governo, muitas vezes utilizada nos filmes ganhou sua série própria em 2013. Ela dá continuidade ao filme dos Vingadores (2012), se iniciando no ponto que o filme acaba. Contendo atores que participaram dos filmes e sempre citando seus personagens. Ela possui sua própria história, assim como os filmes, que funcionam bem sozinhos.

A série sofre influência dos acontecimentos dos filmes, como o episódio 8 da primeira temporada, que acontece logo após o filme Thor: O Mundo Sombrio (2013) e durante a sessão final da primeira temporada, que antecedem os acontecimentos de Capitão América: O Soldado Invernal (2013)

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Agents of SHIELD já possui 4 temporadas, tratando de assuntos como a HIDRA, outra organização secreta que é apresentada nos filmes e ganha profundidade durante a série e atualmente trata dos Inumanos, que será abordado nos cinemas nos próximos anos.

– Agent Carter

A série Agent Carter segue a linha de Agents of SHIELD, fazendo uma ligação entre os filmes lançados. Ela conta a historia de Peggy Carter, após o desaparecimento de Steve Rogers (Capitão América), com quem se relacionava. Ambientada na década de 40, ela apresenta personagens que são citados nos demais filmes, como Howard Stark, pai de Tony Stark (Homem de Ferro).

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Na sua segunda temporada, no qual abordou a Matéria Zero ou Dimensão Negra, a série fez ligação com o novo filme da Marvel, Doutor Estranho, que será lançado em novembro. Infelizmente Agent Carter foi cancelada, devido a baixa audiência.😦

Netflix

Além das séries produzidas para TV, a Marvel em parceria com a Netflix, expandiu seu universo também para o streaming, produzindo séries que conversam muito mais entre si do que com o universo cinematográfico inteiro. Claro que temos referências a eventos que aconteceram nos filmes e que de alguma forma impactaram a vida dos protagonistas, tendo como exemplo, a reformulação de Hell’s Kitchen depois da invasão alienígena no filme dos Vingadores.

Demolidor (2015)

Jessica Jones (2015)

Luke Cage (2016)

Punho de Ferro (2017)

Defensores (2017)

As séries adaptadas pela Netflix possuem seu tom próprio, conversando entre si, tratando de assuntos que vão além do tema super-herói, utilizando personagens que geralmente não possuiriam espaço na mídia. Exemplos disso são as séries Demolidor, que possui um protagonista cego e Jessica Jones, na qual o tema “abuso” é amplamente abordado, a série foi muito utilizada como referência na internet para alertar sobre esse assunto.

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A ligação entre cada série acontece por meio de alguns personagens que marcam presença em todas elas, com é o caso da enfermeira Claire Temple, que apareceu primeiro em Demolidor e foi ganhando espaço dentro do universo das séries da Netflix; o próprio Luke Cage que foi inicialmente apresentado em Jessica Jones e logo depois ganhou uma série. Aliás, Luke Cage foi o primeiro herói negro a ganhar sua HQ própria, em 1972, e sua série reflete isso, trazendo um elenco composto, em sua maioria, por negros, abordando temas como o racismo.

O site Omelete criou um mapa interativo da cidade de cada herói, demonstrando o quanto as séries da Netflix possuem uma ligação entre si.

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Assim como o cinema, as séries da Marvel produzidas pela Netflix se unirão em um crossover para formar os Defensores, que também se transformará em uma série em 2017.

Criar um universo cinematográfico, onde cada elemento se conecta e utilizar o auxílio das demais mídias foi uma estratégia genial. A Marvel como pioneira nessa prática se encontra na frente dos demais estúdios e a tendência é que esse universo compartilhado se torne cada vez mais completo, explorando mais os nichos, suprindo a necessidade dessa parcela do mercado.

Texto: Natália Souza
Capa: Bernardo Leal

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Os Animaizíneos na Internet

Gatos. Cachorros. Papagaios. Elefantes. Preguiças. A internet foi invadida pela bicharada. E se você for como nós, sabe que não dá pra resistir à tanta fofura!

As pessoas gostam do que é fofo e do que é engraçado. Não é à toa que há alguns anos eram os bebês que tomavam a cena. Agora, os “animaizíneos” chegaram para ficar, tendo centenas de páginas, gifs e memes em sua homenagem.

Uma pesquisa recente revelou que nove a cada dez pessoas afirmam que seus sentimentos pelos animais domésticos são semelhantes aos que nutrem pelas pessoas próximas. “Com frequência, um homem é mais próximo de um gato ou de um cachorro do que de qualquer outro ser humano”, disse o filósofo americano Henry David Thoreau que passou boa parte da sua vida estudando a relação entre humanos e animais.

Isso é bem óbvio pra gente que faz escândalo quando vê cachorro na rua e foge dos semi conhecidos, não é mesmo?

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Quem é essa louca gritando pra mim?

Mas isso sempre aconteceu?

Uma história de amor

Da metade do século XX para cá, os animais tornaram-se parte da família. O aumento da renda da população aliado à verticalização das cidades, foram responsáveis pela “mudança cultural” que trouxe os “pets” para a sala dos apartamentos. Da proximidade física para a proximidade emocional foi um pulo – se é um pulo de gato ou de cachorro, isso depende do gosto das pessoas.

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Mas por que gostamos tanto de bichinhos? A resposta é…

Biologia!

Uma matéria publicada da Revista Época nos deu uma ideia de como funciona esse amor que não é apenas social, mas também biológico:

Um grupo de pesquisadores liderados pelo neurobiólogo americano Florian Mormann, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, monitoraram as ondas cerebrais de um grupo de voluntários enquanto estes observavam imagens variadas de pessoas, animais e paisagens. Perceberam que a amígdala, uma estrutura do cérebro associada ao processamento de emoções, era a que mais reagia quando os voluntários eram expostos às imagens de animais. A atividade elétrica, ademais, estava concentrada numa região específica da amígdala, localizada no lado direito do cérebro. Ali costumam ser armazenados informações e estímulos biologicamente importantes para nós. Seria um indício, ainda a ser confirmado, de que nosso cérebro teria uma especialização funcional para lidar com os animais.

Em 2007, pesquisadores das universidades Harvard e Yale, também nos EUA, chegaram a conclusão semelhante ao testar a velocidade em que as pessoas detectam movimentos de animais, humanos e objetos. As figuras campeãs em sensibilidade aos olhos humanos foram de pessoas e de animais.

Além disso, uma experiência realizada por um grupo de cientistas japoneses reuniu outros indícios de que a relação entre humanos e cães é realmente semelhante à existente entre pessoas – inclusive, de uma maneira química  A descoberta não prova que os cães se comportam como nossos filhos – mas sugere que nós, emocionalmente, os percebemos assim.

– Revista Época

A bicharada na internet

Gostando ou não, os animais já receberam status de integrantes da família. Não tem como negar. Não acredita? Abra seu feed do Facebook e role sua dashboard por dez minutos. Logo surgirá na sua frente amigos e parentes compartilhando fotos, memes, gifs e vídeos de cachorros, gatos e de muitos outros animais.

As fotos do cachorro disputam espaço com as do bebê. As declarações de amor aos animais se sucedem em cascata. Vídeos que capturam a fofurice de cãezinhos e as proezas de bichanos – já viram os gatos cantores? – são campeões absolutos de audiência.

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Esse processo deve-se ao fenômeno denominado pelo sociólogo Henry Jenkins como Cultura Participativa. Como ela funciona? Desde o surgimento e a popularização da internet em nossa sociedade contemporânea, os indivíduos se distanciam cada vez mais do papel de receptores passivos e passam a produzir conhecimento, disseminar informações e ideias, tornando assim, o compartilhamento de informações  uma realidade recorrente.

O Buzzfeed possui mais de vinte listas sobre curiosidades e cenas engraçadinhas de animais. As pessoas dedicam seu tempo à criação de memes e conversas ficcionais entre humanos e cães. É uma quantidade infinita de conteúdo criado.

Você já parou para pensar o que seu cachorro diria se tivesse Whatsapp? Bom, teve gente que já. E o resultado é hilário.

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E se você não acha que seu cachorro te faz de trouxa, você não está prestando atenção o suficiente.

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E um dos memes mais famosos da internet também virou lista do Buzzfeed: A foto de um gato sendo entrevistado que gerou as melhores legendas.

Para Jenkins, todos acreditam na relevância da sua contribuição. O ambiente da Internet é favorável para a ampliação da interação social, como um espaço de criação colaborativa de conteúdo.

E o melhor de tudo: sabe quem cria esse conteúdo? Ninguém. E todo mundo. Todos contribuem e ninguém sai perdendo – além de tempo, claro. Não vai dizer que você também não perdeu tempo assistindo a vários vídeos de animais fofinhos que aparecem na sua timeline? Ou que você nunca assistiu o vídeo desse burrinho balançando na rede?


Produtos e mais produtos para bichinhos

 A estimativa é que os brasileiros sejam donos de 101 milhões de animais domésticos. É basicamente um animal para cada duas pessoas no país. Em média, são gastos 400 reais mensais em cuidados com pets.

A oferta de produtos e serviços para os bichos de estimação chega a movimentar no mercado R$ 12,5 bilhões por ano no país. Há de padaria a manicure especializada, passando por personal walker de cães.

Você pode adquirir camas personalizadas, ração integral e natural e até tingir o rabo do seu pet, É um amor desmedido, sem dúvida.

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Doguinhos fitness? Tem também!

Existe até agência de turismo de luxo para animais, que busca no mundo todos hotéis pet-friendly.

Pet-friendly, em uma tradução livre, “amigável para animais”, é um novo selo que está sendo aderido no mundo todo. Estabelecimentos, shoppings, hotéis e locais públicos o utilizam para sinalizar que sim, seu anilmazinho é bem-vindo ali. Ou seja, cada vez mais podemos tirar nossos bichinhos de casa e levá-los para onde quisermos. Imagina levar pra balada, gente?

De acordo com a Teoria da Cauda Longa, desenvolvida pelo jornalista americano, Chris Anderson, isso acontece porque a evolução do mercado consumidor tem criado segmentações cada vez mais pronunciadas com relação a produtos, e principalmente serviços, de modo a satisfazer os vários graus de exigência do consumidor.

Anderson diz que, hoje em dia, as pessoas gravitam em torno de nichos porque eles satisfazem necessidades e interesses distintos, agradando cada vez mais consumidores e seus gostos específicos. ”Quando consumidores possuem escolhas infinitas, a verdadeira demanda se revela.”

– Para entender completamente a Teoria da Cauda Longa, confira nosso texto sobre a Música Como Plataforma da Diversidade de Gênero.

Ou seja, se tem gente comprando, tem gente ofertando!

Doguinhos digitais influencers

Mais do que uma maior oferta de produtos para animais, agora cresceu a oferta de perfis de animais também. Catioros e gatíneos famosíssimos ao ponto de serem digital influencers!

É isso mesmo que você leu: catioros que são mais famosos do que seres humanos. E que até oferecem cupom de desconto para seus seguidores comprarem nas lojas famosinhas.

Forte exemplo é o catioríneo spítz alemão (ou Lulu da Pomerânia), Boo. Também conhecido como “o cachorro mais fofo do mundo”, Boo tem mais de 17 milhões de seguidores no Facebook, dois livros publicados e já conheceu diversas celebridades. O que ele faz para conseguir tudo isso? É fofo!

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Bella, a Samoieda (@bella.samoieda), é uma cadelinha que é bem popular no Facebook, com mais de 72 mil curtidas. Sua fama se deve ao vídeo viral em que mostra ela pedindo desculpas para uma moça e,enquanto leva uma bronca, ela deita no chão, rola e choraminga, abraça e até beija para tentar conseguir o perdão.


Fazendo mais publicidade do que estrelas pops está
Momo, o catioro de @andrewknapp que já estrelou campanhas da Canon, Starbucks, Motorola, Volvo e Hewlett-Packard. Momo é famosíssimo, tendo mais de meio milhão de seguidores e insta verificado. Sua fama aconteceu porque Andrew costuma fazer fotos do Border Collie escondido na cena com a hashtag #findmomo. Bem estilo “Onde Está O Wally?”. A série de fotografias fez tanto sucesso que virou best-seller do New York Times não só uma, mas duas vezes e está no processo de se tornar um livro infantil. As fotos são lindas!!!

Mais perto de nós, aqui no Brasil, existem muitos doguinhos digitais influencers! A Lista começa com Jade (Sinistra), a poodle idosa da snapchateira @thaynaraOG que. seguindo a onda de sua dona, vive ganhando coisas grátis e fazendo públicidade das marcas presenteadoras. É surra de fama, minha gente. Kiu!

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Com 109 mil seguidores, Budapeste (@budapeste.oficial) é o cachorro da blogueira fitness Gabriela Pugliesi. O dog e seus irmãozinhos chihuahuas, Nutella, Vanilla e Café, fazem merchan, ganham camas, comida e acessórios e posam bem gracinha pro Insta!

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E assim segue a lista da bicharada famosinha. No perfil de Iron e Cindy (@ironbernese) tem cupom de desconto para seus seguidores comprarem nas lojas Zee Dog e Pet Fun. Vilma Tereza (@vilmaterezaa) é a pug da youtuber Kefera, que tem até fã clube e apareceu no filme dela, “É Fada!”. É famosíssima. E aqui de Vitória, temos o Goldinho Oliver (@goldinhooliver), lindão que faz sucesso com suas travessuras e brincadeiras nos encontros de pets da cidade. Ah, ele tem até Snapchat!

Gatíneos Famosinhos

Mudando para os gatíneos, a não-tão-simpática Grumpy Cat também conquistou a internet, mas dessa vez com sua cara mal-humorada que representa todos nós na segunda-feira de manhã.

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Seu nome verdadeiro é Tardar Sauce e seu rostinho é assim devido à uma disfunção em seu maxilar e ao nanismo que ocorre em felinos porque, na verdade, ela é uma fofinha. Sua fama alcançou o nível mundial, o que a levou a diversos programas de televisão americanos, a participar de um filme e até de um  programa da Disney, “Bizaardvark”.

A sua marca “Grumpy Cat” é licenciada e vende camisetas, canecas, almofadas, etc. o que levou seus donos a ganharam valores acima de 6 dígitos! Há também o jogo Grumpy Cat: Unimpressed, disponível para iOS, Android e no Facebook. O conteúdo do jogo? Conforme você for passando de nível receberá cada vez mais insultos e caras feias de Grumpy. Genial!

E se você é fã da página do Facebook “Humans of New York”, você precisa conferir a versão felina desse conteúdo. “Felines of New York”, que já até até livro, traz depoimentos de gatíneos que moram na prestigiada cidade americana e que aproveitam cada segundo disso.

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Não importa se é gato, cachorro, papagaio. Não importa a raça, ou se ele faz bagunça pela casa toda, não tem como negar que AMAMOS nossos bichinhos e vamos defendê-los. E se eles sujarem tudo de terra, vamos chorar? Vamos. Mas também vamos postar nas redes sociais.

Ficou com vontade de ter um desses? A gente também!

Agora, se nos dão  licença, nós vamos ali rapidinho assistir no repeat esse vídeo de preguicinhas tomando banho porque não tem nada mais fofo para hoje ♥

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Texto: Alessandra Santarosa
Capa: Felippe Ferreira