Mais do que sons e melodias

A arte e a comunicação tem se apropriado dos avanços tecnológicos e criado experiências que ultrapassam o objeto/produto em si, seja ele uma obra de arte ou uma logo institucional. Uma banda deixa de ser uma produtora de música e passa a criar aplicativos que te proporcionam uma viagem que transcende interação, som, cores e espaço.

A banda Arcade Fire foi premiada com o Webby Awards, na categoria NetArt, com um projeto de curta-metragem interativo que explora o tema Reflektor em dois dispositivos ao mesmo tempo, o computador e o smartphon/tablet. O usuário precisa se conectar ao site justareflektor.com e estabelecer uma conexão entre o computador e o dispositivo móvel. A partir daí tudo o que você fizer com o seu smartphone aparecerá dentro do filme.

O projeto Just a Reflektor foi escrito, dirigido e produzido por Vicent Morriset e pensa na música como uma experiência, não apenas um conjunto de notas, acordes e melodias.

A banda é recorrente nesse tipo de trabalho, sua primeira experiência foi no terceiro álbum The Suburbs e pode ser acessada aqui.

Um outro exemplo parte da banda Radiohead e foi criado em parceria com o estúdio Universal Everything. O projeto desenvolveu o aplicativo Polyfauna que não traz músicas novas ou um conteúdo inédito da banda, a proposta é criar uma plataforma que permita ao usuário realizar uma experiência que transcende a música, a imagem, a interação e o espaço. Você vai viajar, literalmente, num mundo repleto de formas geométricas e cores criadas a partir do movimento do seu smartphone e da interação com o conteúdo.

E na área da comunicação serve de exemplo a logo da EDP e da Casa da Música do Porto, desenvolvida pelo estúdio do designer Sagmeister. Ambas as logos são elementos orgânicos, que se modificam de acordo com programas de computador, desenvolvidos especialmente para proposta. A logo da Casa da Música é inspirada na forma do edifício e incorpora as cores do evento que está sendo realizado no local. Já a logo da EDP é criada a partir de composições gráficas individuais, utilizando formas primárias em diferentes combinações.

A música se tornou uma experiência visual com a criação e produção dos videoclipes, que permitiram aos fãs da banda conhecerem histórias e efeitos visuais combinados com a sonoridade da banda. A tecnologia hoje permite que a arte dê um salto e crie “viagens” sensoriais, permitindo que o usuário modifique o conteúdo e crie sua própria interação com o repertório do artista.

Já na comunicação a tecnologia permitiu a criação de logos dinâmicas, que se adaptam e se modificam de acordo com o trabalho ou o evento em que a instituição esteja envolvida.

Para o futuro, quais serão as próximas barreiras rompidas e dimensões criadas para que a experiência do usuário com o produto (seja ele uma música, um evento, uma logo, uma publicidade, etc.) se aprimore cada vez mais?

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