A Amizade contemporânea em uma sociedade onipresente.

Um dos temas do programa da Fátima Bernardes da última segunda-feira (17/11) era sobre Amigos do Facebook. Muito interessante essa reflexão, afinal de contas, quantos dos seus amigos nas redes sociais, realmente são seus amigos?

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Rápida retrospectiva.

Antes das Redes Sociais e da internet, as pessoas que faziam parte do nosso ciclo de amigos eram pessoas do nosso cotidiano, vizinhos, amigos da escola, do trabalho e outros. Nessa época, o tempo era menos corrido, as coisas aconteciam mais devagar, menos informação e muito menos “perfis” para serem atualizados.

A internet ainda não havia chegado para “transformar o mundo em um só.” Com o surgimento da rede mundial de computadores, fomos nos conectando, e aos poucos as conexões foram aumentando (apesar de apenas 25% da população mundial possuir acesso a internet). O tempo se tornou líquido, escorrendo como se não tivéssemos mais 24 horas por dia, as informações são bombardeadas de minuto a minuto na rede , a história é contada simultaneamente para milhares de pessoas em várias partes do mundo. As formas de utilizar a internet foram se aperfeiçoando, celulares, tablets e relógios e dessa forma invadindo cada vez mais o nosso cotidiano.

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Mas, e o que mudou nas relações sociais?

Muita coisa. O mundo está em constante mudança e essas mutações acontecem numa velocidade cada vez maior. Nossas relações sociais são um reflexo disso. A rede nos fornece contato com pessoas de todo o mundo, é possível fazer novas amizades virtuais diariamente sem ter que enfrentar o processo de amizade presencial, conhecer os amigos, a família, sair etc. E da mesma forma que é fácil fazer, é mais fácil ainda se desfazer dessa nova amizade. Com um clique você apaga essa pessoa do seu convívio virtual, e se quiser pode até bloquear pra nunca mais ter que falar com ela.

Essa mudança mostra um tipo diferente de relacionamento, a amizade virtual. Onde não é preciso ter contato pessoal, nem conhecer os pais ou até mesmo ter visto a pessoa. A amizade virtual se torna uma nova forma de se relacionar com quem está conectado a internet.  E não adianta negar, essa ferramenta faz parte de nossas vidas.

Essa questão já vem sendo bastante discutida. Em seu livro Vida Líquida Zygmunt Bauman aponta a transformação da sociedade de produção para a sociedade do consumo, gerou uma forma individualista de viver, onde passamos a procurar nichos específicos para nos adaptar e definir nossa identidade. Os efeitos dessa estrutura social e econômica refletem em nossas vidas, e como tudo, tem se tornado líquido. Mudando rapidamente e se tornando inútil. Bauman afirma que nós dependemos um dos outros, o que acontece aqui no Brasil interfere na vida de um adolescente na Espanha.

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Para Bauman “A vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante” 

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