Internet sua maluca!!

O post de hoje é um misto de descontração e reflexão. Recentemente fui bombardeado, na minha timeline, com vídeos de diversos músicos e empreendedores por esse Brasil a fora.

Dentre esses artistas da internet, destaco aqui o Z-maguinho do Piauí. Contando as visualizações dos vídeos do cantor, você chega por baixo em 500 mil visualizações. Inclusive, descobri que ele foi ao programa do Ratinho recentemente.

Percebe-se que as edições são feitas por uma pessoa amadora, mas não menos apaixonada pelo que faz. Os vídeos contam com efeitos que relembram a década de 80 e o cantor aparece triplicado, isso mesmo, 3x, nos clipes disponibilizados no Youtube.

No vídeo acima ele canta, enquanto seus “clones” dançarinos dançam/interpretam a música.

Um outro exemplo é o Gilderlan André e o Xenhenhém disponibilizado pela TV Caiapoense. Esse artista mirim já conta com quase 60 mil visualizações.

A ideia do post não é analisar o trabalho desses artistas nem a qualidade musical/estética dos conteúdos disponibilizados, até porque não temos repertório nem pretensão de julgar as obras alheias. Pretende-se fazer uma análise dessas produções de acordo com duas teorias contemporâneas da comunicação. A Cibercultura e a Cultura da Convergência.

Repare que no primeiro exemplo, Z-Maguinho “migra” da internet para um programa de televisão nacional, com uma audiência respeitável. Cada vez mais as mídias e o conteúdo disponibilizado pelos meios de comunicação estão se integrando e interagindo de uma forma nunca antes vista. Artistas “anônimos” invadem a programação dos meios de comunicação de massa.

Cada vez mais vemos filmes que extrapolam a tela de cinema e invadem o ciberespaço. Até mesmo as séries de televisão tem criado conteúdo específico para a internet, como mapas dos mundos fictícios onde decorrem a trama, informações complementares que não aparecem na programação regular e até mesmo episódios secretos, disponibilizados apenas na redes sociais.

Já a Cibercultura fala da liberação do pólo de emissão, onde hoje, qualquer indivíduo é capaz de produzir conteúdo e compartilhá-lo nas redes, atitude que só era possível aos grandes conglomerados de comunicação.

Esse é um caminho sem volta e ainda indefinido. As possibilidades são cada vez maiores, sendo que os recursos tecnológicos ficam cada vez mais acessíveis as diversas camadas da sociedade e a utilização desses aparatos permitem criações das mais diferentes possíveis. Assim, a internet será cada vez mais “maluca” devido a multiplicidade de “artistas” que podem criar e compartilhar as suas produções no ciberespaço.

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