Grande Mídia: Cibercultura e Cultura de Convergência.

Hoje talvez possa ser bem comum você ligar a Tv e ver quadros voltados para assuntos que rodeiam o cenário virtual, vídeos do momento, coisas que viralizam na internet e por isso conseguem um espaço na grande mídia. Pois bem, vamos voltar um pouquinho no tempo para fazer uma análise mais crítica dessa situação atual.

Primeira parada: 18 de setembro de 1950, data em que Assis Chateaubriand trouxe para o Brasil a televisão e fundou o primeiro canal no país, a Tv Tupi. A televisão ocupava o centro da sala. Isso hoje pode parecer bobagem, mas o centro da sala naquela época era um lugar de destaque, onde a família se reunia e admirava as imagens em preto branco que se passavam naquela caixinha preta.

A comunicação era de um para muitos. Como dito pelos Frankfurtianos, a sociedade era fantoche da indústria cultural. O que aparecia nos meios de comunicação não era contestado, uma verdade absoluta. Os receptores eram totalmente passivos, cabendo apenas à grande mídia o papel de gerar conteúdo.

Não preciso nem dizer que muita coisa mudou né? Alguns fatores foram responsáveis por essas mudanças, mas a palavra de lei para toda essa revolução é: TECNOLOGIA.

Com o advento da internet, o papel do emissor se tornou público. Agora qualquer um pode criar conteúdos.  Surge uma nova configuração cultural a partir das influências das tecnologias de informação no processo de comunicação, produção, de criação e circulação de bens e serviços. Surge a Cibercultura. “A informação quer se livre” – lema da Cibercultua. André Lemos.

Ninguém é mais dono de nada. No Ciberespaço tudo pode ser misturado e transformado.Pois bem, essa viagem toda é para chegar a uma conclusão: Não é nada normal ver conteúdos virtuais na grande mídia.

Por quê? Já explico.

Esse vídeo acima faz parte da programação do Pânico na Band que foi exibido no último domingo (15/03) e ele retrata bem tudo que vai ser discutido aqui.

Esse menino magrelo ai é o Christian Figueiredo, um jovem, que como muitos outros, fez um canal no Youtube  para postar vídeos com uma pegada humorística. Ele tentou a sorte e deu certo. Deu tão certo que foi parar na televisão.

Atuando desde 3 de fevereiro de 2011, hoje o canal conta com 854.126 inscritos e 61.309.989 visualizações e ai está a explicação para atitude do programa Pânico na Band.  Por atingir públicos semelhantes (jovem, masculino, zoeiro) fazer uma parceria com esse canal foi uma grande sacada para o programa.

O nome disso é cultura de convergência, que em suma, é a forma como os meios decomunicação se adaptam as alterações que ocorrem na sociedade devido a tecnologia.

Hoje, com o fenômeno segunda tela, cabe as grandes mídias buscarem formas para que se mantenham no mercado. Seja com quadros interativos ou, como no caso do pânico, trazendo conteúdos virtuais para sua programação, para assim, atingir o público que passa a maior parte do seu dia nos celulares ou frente à tela de um computador.

E não para por ai:

Da mesma forma fez a Eliana que em seu programa criou um quadro exatamente para tratar de fenômenos que circulam na internet: Fenômenos do Youtube. Mais uma vez a televisão usando de conteúdos que ganham proporção na internet para conquistar a audiência do público. Esse quadro toma em torno de 01h00 da programação e conta com jurados que também possuem canal na plataforma como, por exemplo: Jacaré banguela. Além disso, o vencedor ainda leva R$ 50.000 para casa.

É a tecnologia mudando a forma de produzir conteúdo das grandes mídias. Mudando a forma de comunicação.

Isso com certeza não é nada normal. O papel está se invertendo ou pelo menos alçando lugares equivalentes. A grande mídia ainda possui muita influencia na sociedade, mas não se pode negar que o cenário mudou.

Existem vários outros casos, mas para fechar com chave de ouro vamos dar uma “espiadinha” no da SBT, ou melhor, SBTpedia.

Que é um canal do Youtube que pega os maiores furos e situações cômicas da emissora e disponibiliza na internet. Assumindo uma linguagem informal e voltada para o humor, a emissora busca atingir um público que está na internet criando conteúdo como:

Os cinco maiores tombos do Silvo Santos. Certo, que empresa pegaria seu presidente e faria uma lista com seus 5 maiores tombos ?  O Sbt entendeu que eles precisam mudar a forma de comunicação para atingir a galera está conectada ao mundo virtual e assim estão fazendo. Se eles não disponibilizam isso, outro perfil vai disponibilizar e se é para algum nome aparecer que seja o da própria marca, que seja SBT.

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