Mídia e esteriótipos sociais – uma relação de influência

Desde o passado até os dias atuais, as propagandas e a mídia são umas das maiores influenciadoras do meio social, seja relacionada aos padrões de consumo ou até mesmo a imposição de estereótipos. A cultura veiculada por elas, na maioria dos casos, prega uma série de “padrões” que se relacionam principalmente a aparência, a estrutura familiar, a profissão e ao consumo.

Esses modelos retratados impactam a sociedade de uma forma sem igual. Isso porque na contemporaneidade as pessoas vivem um contexto de espetáculo. Debord dizia “o espetáculo é a afirmação da aparência e a afirmação de toda a vida humana- isto é, social- como simples aparência […] Sob todas as suas formas particulares – informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos -, o espetáculo constitui o modelo atual da vida dominante na sociedade”.

A liquidez social revela-se em sua fragilidade, em como o “ter” é prioritário diante o “ser”. A mídia, graças aos avanços tecnológicos, apresenta um dos maiores alcances perante aos indivíduos e é por conta de tal abrangência que o impacto causado pela mesma se dá de maneira mais eficiente possível. Os indivíduos necessitam de apoiar-se em algo e por que não em um meio tão influente?

A publicidade também não fica atrás nesse quesito, todos estão sujeitos ao que ela propõe. Dentre as diversas estratégias utilizadas pela mesma, as que mais se destacam são as que envolvem a emoção ou a proximidade com o indivíduo, ou com o que ele quer se tornar. A prática do consumo gira em torno à sensação de poder e influência, proporcionando uma relação de efervescência imediatista em seu público.

O que mais se vê hoje em dia são as falácias realizadas em prol do alcance de estereótipos inalcançáveis reproduzidos pelos meios de comunicação. As pessoas se afetam de maneira intensa por esses moldes, inferiorizando-se. Como tal fator tornou-se extremamente comum e persuasivo, ele ainda é bastante utilizado, já que a ideia da vida ideal e perfeita é retratada ao consumidor e esse, por querer alcançá-la acaba sendo manipulado.

Nos vídeos abaixo são retratadas as formas de manipulação de imagens e pessoas para adequá-las aos padrões de beleza impostos pela sociedade.

 
 

Atualmente, as pessoas estão mais críticas, contestando as imposições midiáticas diante o que é belo, o que é estilo e de todas as outras construções sociais. Através dessa postura, as empresas estão se moldando as novas exigências de seu público-alvo, retirando-se, pouco a pouco, do senso comum existente no contexto histórico desde muito tempo.

O público mais atingido nesse contexto estereotipado são as mulheres, vistas como objeto de perfeição. Para contradizer esse pensamento, o Sport England, um órgão do Ministério de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra criou a campanha “This Girl Can”, onde retrata mulheres “reais”, que desviam do padrão de beleza imposto, praticando diversos exercícios como: dança, natação, boxe, corrida, futebol e bicicleta ergométrica.

Segue abaixo o vídeo da campanha em questão:

 
 

A grife de roupas da Diesel, com o objetivo de promover os ideais de igualdade e respeito, traz em uma de suas campanhas uma modelo com Vitigilo (doença que causa perda da pigmentação da pele). A índole da campanha remete ao respeito e da valorização das diferenças.

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Outra campanha que também teve grande repercussão foi #ImNoAngel, criada pela marca americana Lane Bryant (especializada em lingeries plus size) em resposta à campanha criada pela Victória’s Secrets, chamada “The Body Perfect”, a qual retratava apenas mulheres extremamente magras em seus anúncios.

A iniciativa teve como objetivo mostrar como todas as mulheres são maravilhosas, mesmo com suas peculiaridades.

Campanha da Victoria’s Secrets:

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Campanha da Lane Bryant

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Vídeo da campanha:

 
 

A Revista Elle Brasil, em comemoração aos seus 27 anos, quis causar uma impressão história e inovadora em sua edição. O editorial denominado “Bonito é ser diferente” retrata oito mulheres extremamente distintas em aparência, revelando a beleza de cada uma.

A versão impressa da revista funciona como um espelho, onde todas as mulheres podem se sentir como estrelas através do próprio reflexo. A hashtag criada pela campanha expandiu-se rapidamente, atingindo também várias famosas, como Juliana Paes, Carolina Dieckmann e Bruna Marquezine.

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Com base nas inúmeras informações citadas anteriormente, percebe-se que o mercado publicitário tanto quanto a mídia, estão submetidos às opiniões de seu público. É fato que esses meios executarão uma série de adaptações para manter-se no topo e assegurar o seu devido alcance. Toda e qualquer forma de campanha é muito bem pensada antes de ser realizada.

Quem se quer atingir? O que devo fazer para alcançar tal objetivo? Esses são questionamentos que serão sempre levados em conta, atrelando, se possível, os interesses empresariais com o dos internautas.

Nunca se esqueça que:

demi

Beijos no coração de todos :*

kt

 
 

Fontes:

A influência da mídia

Esteriótipos femininos

Campanha Diesel

Campanha #ImNoAngel

Campanha ThisGirlCan

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