A força das redes sociais no maior desastre ambiental do Brasil.

Qualquer sujeito que esteja vivo e em condições de acesso a algum meio de comunicação ficou sabendo da maior tragédia ambiental do Brasil. O rompimento de duas barragens da Samarco no município de Mariana, Minas Gerais, afetou o meio ambiente de forma drástica e deixou um grande número de pessoas desamparadas. Até agora, as informações não são claras – mas a frustração da população do país se torna cada vez mais evidente.

Toda forma de desabafo foi e está sendo válida: o assunto apareceu nos tópicos mais comentados do Twitter, inúmeros textos foram publicados em blogs e sites, as fotos de perfil do Facebook foram alteradas e a indignação, assim como o estrago do acontecimento, não parou. Como um porta-voz, as redes sociais têm funcionado a favor da liberdade de expressão. As principais revistas do país, em contrapartida, pareceram não querer chamar atenção ao caso: nenhuma das capas do mês de novembro da Veja, Época ou Isto É atribuía grande importância ao assunto.

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A responsável pela difusão dos inúmeros pontos de vista sobre a empresa responsável pelo desastre foi a manifestação virtual das últimas semanas. Embora a maioria dos internautas condene as ações da mineradora, houve aqueles que se posicionaram ao seu lado e até os que criaram uma página de apoio à empresa que oferece milhares de empregos.

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É claro que a repercussão está sendo grande. Apesar de contar com o apoio de mais de quatro mil pessoas, os administradores estão tendo de lidar com um número maior de críticas e acusações de cinismo. A página ainda está ativa, mas não parece tão significante ao ser comparada com as outras que surgiram em prol do meio ambiente. O Ministério da Verdade reúne, atualmente, quase 9 mil fãs, enquanto Em Defesa dos Territórios Frente a Mineração, que já tratava de assuntos dessa natureza, conta com o apoio de mais de 13 mil pessoas. Podemos encontrar, além do Facebook, uma petição que pode ser assinada por aqueles que desejam a justiça e um site colaborativo com o intuito de ajudar às vítimas da tragédia.

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Foto de Bruno Alencastro / Agência RBS

O clamor pela solidariedade também foi disseminado por meio de correntes  e campanhas nas redes sociais. O Projeto Leve Amor, por exemplo, publicou recentemente um pedido de ajuda à cidade de Colatina-ES, que também está sofrendo as consequências drásticas da falta de fiscalização rigorosa nas regiões de risco.

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O acontecimento provou que esses espaços interativos promovem a capacidade de articulação, uma vez que a comunicação entre pessoas de todo o país se torna possível. Os resultados da cooperação têm se revelado otimistas – mas ainda é importante ficar alerta. Apesar de estar sendo responsabilizada, a Samarco ainda não se manifestou com transparência. Assim que a empresa e o governo esclarecerem as inúmeras dúvidas e as ações de recuperação começarem a fluir, poderemos afirmar mais uma vez a importância da internet no cenário. Enquanto isso, é necessário continuar usando as ferramentas disponíveis para fazer a própria parte. O indivíduo que se conecta com o objetivo de construir um mundo melhor faz toda a diferença. Afinal, as nossas atitudes podem refletir – ou não – nas águas do amanhã.

ss

Foto: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

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