Dicas para abrir a mente e ser mais criativo

Repertório cultural é o que te move. Desenvolver sua capacidade criativa é tão importante quanto aprender a ler e escrever, pois é a partir disso que sua personalidade, seus gostos e suas relações interpessoais serão formados.

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Seguindo o raciocínio do nosso criativo mais querido, Victor Mazzei, “uma das máximas no que diz respeito à construção de um repertório cultural é que todo tipo de informação merece a nossa atenção; seja qual for a sua origem, erudita ou popular.”

Quando adotamos uma postura preconceituosa com um filme, novela, banda, seriado, etc, corremos o risco de não absorver aspectos curiosos e interessantes que poderiam, quem sabe, nos divertir e aumentar nosso conhecimento sobre um assunto. E para piorar, ficamos sem papo em conversas de bar.”

Quanto mais rico for seu repertório, mais você aproveita e tem a oferecer ao mundo. Livros, filmes, seriados, revistas, músicas…O que quer que você possa desfrutar durante seu tempo livre, pode ser aproveitado em seu tempo de trabalho como produtividade, levando a resultados inusitados e criativos.

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Pensando nisso, com o intuito de dar aquela ajudinha na construção do seu repertório, encarnamos o buzzfeed que existe dentro de nós e preparamos essa lista topzera com 15  mais ouvidas da Tropical Jovem Mix mané dicas – que valem mais do que um closet das Kardashians – inteiramente dedicado a você.

Série: Modern Family (Família Moderna).

Esta série de comédia, muitíssimo premiada, mostra a vida dos Pritchett: Jay, seus filhos
Mitchell, Claire e suas famílias. Entre um protagonista mais velho casado com uma
colombiana 20 anos mais nova, um casal gay que adota uma bebê vietnamita e uma típica família americana, a série nos permite enxergar diferentes pontos de vista sobre diversos temas.mf

Assim como sugerido na Teoria das Aberturas de José Predebon, na Abertura da Emoção, Modern Family nos instiga a flexibilizar a nossa escala de valores. Com uma grande família composta pelas mais variadas etnias, idades e orientações sexuais, a série nos permite ter um novo olhar sobre o velho conceito de família. O novo já não é considerado errado, apenas diferente. Vale a pena conferir para, além de dar boas risadas, refletir sobre a harmonia da diversidade.

Livro: Comer, rezar e amar.

Este best-seller, mais tarde adaptado para o cinema, conta a história de Elizabeth Gilbert, uma mulher que, depois de um divórcio complicado, decide fazer uma viagem para três lugares do mundo: Itália, Índia e Indonésia. Podemos observar que todos os países começam com a letra “I”, que corresponde ao pronome “eu”, em inglês. A “coincidência” está relacionada com o grande motivo para Elizabeth embarcar nessa viagem: o autoconhecimento e a libertação.

Na Itália, a protagonista se rende aos prazeres da culinária local. Na Índia, procura se aproximar e entender mais sua espiritualidade. E por fim, na Indonésia, Elizabeth busca o equilíbrio, onde acaba encontrando o amor de sua vida.

Essa é uma leitura que nos possibilita viajar por diferentes culturas sem sair do lugar, otimizando nossa percepção e aguçando a antena dos sentidos, propostas listadas por José Predebon na Teoria da Abertura dos Sentidos.

Sites: Hypeness e B9.

Com o posicionamento Inovação e Criatividade para todos, o site Hypeness foi criado para divulgar os conteúdos mais inovadores em áreas como arte, design, negócios, cultura, entretenimento e tecnologia para os criativos pensarem cada vez mais fora da caixa.

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Também sobre Criatividade e Inovação, o B9 (Brainstorm9) é um site de entretenimento que trata da cultura e da mídia de forma diversificada e interessante. Com notícias dos mais variados tipos, o site relata com inteligência e opinião sobre assuntos que circundam o mundo da comunicação.

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Com uma grande variedade de temas estes sites trazem, de forma a instigar a curiosidade, referências que contribuem para a manutenção de nosso banco de dados. Através do constante fluxo de informação, o site se enquadra na Teoria de Abertura dos Sentidos, de José Predebon.

Série: Daredevil (Demolidor).

A série original do Netflix, que ostenta hoje o título de “a mais bem avaliada da história” do site, traz a história do advogado Matt Murdock, cego desde pequeno e munido de sentidos extraordinários, de noite se torna o super-herói Demolidor, que salva inocentes em seu bairro em Nova York.

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Após perder a visão em um acidente químico, o herói dos estúdios Marvel tem seus outros sentidos incrivelmente aguçados, sendo capaz de defender a cidade com precisão utilizando, principalmente, a audição.

Assim como mencionado na Teoria da abertura dos Sentidos, Matt otimiza sua percepção e todos os seus sentidos após uma tragédia e faz disso o maior de seus atributos.

Filme: A vida secreta de Walter Mittty

Walter Mitty é um homem tímido, levando uma vida simples e pacata, perdido em seus sonhos. Ao receber um pacote com negativos do importante fotógrafo Sean O’Connell contendo a foto para ser a capa da última edição da revista, ele percebe que está
faltando o negativo principal. Mitty, então, decide embarcar em uma viagem em busca de O’Connell para recuperar a foto perdida. Durante essa busca, Walter atravessa vários países e vive aventuras que nunca imaginou.

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Indicamos o filme para a prática do ócio criativo, defendido por Domenico de Masi. Este longa nos proporciona viajar para vários lugares sem sair de casa, experimentando, juntamente de Walter Mitty, várias culturas, coragem e determinação, além de
desfrutar do lazer de assistir um filme de ótima qualidade.

Além disso, podemos observar a Teoria das Aberturas se aplicando ao personagem durante o filme. Se no começo Walter era uma pessoa tímida, presa ao seu mundo tedioso e sem expectativa, ao final, Mitty passou por diversos obstáculos (principalmente os criados pelo seu psicológico) para chegar onde sempre sonhou, criando coragem e se abrindo para as possibilidades e acasos do destino.

Série: Parks & Recreation

Mais uma dica para exercitar seu ócio criativo. Nesta série sobre um grupo de pessoas que trabalhava no departamento de Parques e Recreação da fictícia cidade de Pawnee, em Indiana, Estados Unidos, Leslie Knope é uma funcionária pública, viciada em trabalho e que ama sua profissão, conseguindo manejar a curta carga horária com seus hobbies, seja ajudando seus amigos, organizando festas, eventos ou criando pastas sobre suas ideias. Ela é o que mantém o departamento funcionando, e ainda faz o possível para ascender a melhores posições na administração do governo local.

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A série segue o mesmo formato de Mockmentary (documentário de humor), o que traz uma quebra de expectativas em relação ao resto dos seriados. Na ficção, quando os personagens olham para a câmera, dizemos que eles quebraram a quarta parede e, em Parks, acontece com frequência. Com o tempo, percebemos que cada um tem seus momentos específicos em que quebram essa quarta parede e, assim como em documentários, dão depoimentos, geralmente engraçadíssimos.

A série não é uma boa escolha apenas por ser engraçada e com ótimos atores, mas por nos oferecer algo que poucos programas oferecem: uma sensação de pertencimento.

Série: How To Get Away With Murder.

Tida como uma das séries mais progressistas da televisão atual, ela acompanha a vida de uma professora de direito criminal na Middleton University e advogada de sucesso, Annalise Keating (interpretada por Viola Davis), conhecida pela sua disposição a fazer de tudo para ganhar um caso, e de seu grupo seleto de estudantes escolhidos para trabalhar em sua firma, que competem por um troféu que poderá os livrar de qualquer prova aplicada por sua professora.

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Annalise recruta seus alunos para praticarem a defesa criminal e ajudá-la a desenvolver truques sujos para ajudar seus clientes. Assim como no processo de brainstorming, How To Get Away With Murder trabalha com a associação de ideias. O grupo dispensa o julgamento precipitado quando precisa solucionar um problema, trocando ideias até que a resposta mais convincente seja encontrada para, em seguida, colocá-la em prática no tribunal.

Filme: The Bling Ring

Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outra celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife. O que esses furtos têm em comum? Todos foram realizados por jovens de 18 anos de famílias de classe alta . Nesse panorama, o fato então virou um filme.

Com Emma Watson no time de atores e inspirado em fatos reais, The Bling Ring conta a história de um grupo de adolescentes obcecados por fama, usam a internet para rastrear o paradeiro de diversas celebridades, a fim de roubar as suas casas. Esses jovens são o que são: Sem objetivos, fúteis e vivendo numa liberdade sem regras e sem limites que só a classe média alta americana de Hollywood desfruta.

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É possível ligar a esquematização do crime com a teoria da Abertura da Mente. De acordo com Predebon, pessoas com o pensamento livre e sem bloqueios, geralmente buscam explorar novas alternativas para resolução de problemas, o que claramente foi oque esse garotos fizeram, utilizando de uma ferramenta simples e cotidiana como a internet para realizar um crime genial.

Série: American Horror Story

American Horror Story é uma série norte-americana de terror e suspense e é descrita como uma serie análoga, ou seja, a cada temporada uma nova história é contada centrada em um novo tema. Praticamente todo o elenco se repete, entretanto, sempre interpretando novos e completamente diferentes personagens.

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A serie pode ser facilmente relacionada ao confronto de valores apresentado pelo Bloqueio Criativo, pois o publico conquistado pela série, mesmo com temáticas tão violentas e grotescas, se mantém fiel. O espectador precisa vencer seus medos e seus tabus para se manter por dentro da temática e entender o contexto da série que, na nossa opinião, é sensacional.

Filme: Um Senhor Estagiário

Este filme mostra como uma decisão diferente pode mudar sua vida. Ben, um viúvo de 70 anos tinha uma vida monótona até se inscrever para uma vaga de estágio numa empresa, onde enfrentou diversos desafios e acabou conquistando a atenção de Jules, a criadora de um site bem-sucedido de venda de roupas.

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Assim como na Abertura da Mente, o filme nos mostra como a experiência vivida por Jules com um estagiário da terceira idade a leva a ter uma outra percepção sobre sua vida pessoal e profissional, diferente do que os estereótipos a levaram a pensar.

Série: Breaking Bad.

A série relata a vida do químico Walter White, um homem brilhante, porém cansado de dar aulas para adolescentes do ensino médio. Simultaneamente a isso, lida com um filho que sofre de paralisia cerebral, uma esposa grávida e dívidas intermináveis. Quando White é diagnosticado com um câncer no pulmão, o mesmo sofre um colapso e abraça uma vida de crimes, começando a produzir e vender metanfetaminas com o seu ex-aluno Jesse Pinkman para assegurar o futuro financeiro de sua família após sua morte.

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A série nos confunde entre o livre pensar e o pensar objetivo, assim como citado na Teoria
da abertura da Mente, por José Predebon, ao explorar várias alternativas para sair do lugar
comum, uma vez que Walter passa de professor de ensino médio a traficante de drogas, desenvolvendo uma personalidade e um comportamento totalmente inesperados.

Série: Greys Anatomy.

Grey’s Anatomy é um drama médico e a primeira obra prima da Shonda Rhimes. A série retrata a rotina de médicos internos do programa cirúrgico do Seattle Grace Hospital, a série é protagonizada por Meredith Grey, retratando os amores, a vida e as perdas dela e de seus colegas.

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A série, assim como sugerido na Teoria da Abertura dos Sentidos,  possibilita uma otimização da nossa percepção em vários aspectos. Flexibilizando nossa escala de valores ao quebrar estereótipos com episódios que, muitas vezes, trazem uma carga emocional fortíssima.

Série: Black Mirror.

Black Mirror é uma série britânica com apenas duas temporadas de três episódios cada e um especial de natal. Cada episódio conta uma história diferente, com foco em como a tecnologia pode afetar a convivência na sociedade em diferentes aspectos.

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Esta é uma série que nos desafia e nos incentiva a abrir a mente para uma questão bastante atual e pertinente. O nome da série é “Espelho Negro” (em inglês – Black Mirror) para fazer menção a tela apagada do computador após assistirmos alguma coisa e o reflexo de nós mesmos que podemos ver na tela. O autor faz uma crítica ao uso que temos feito das tecnologias e até que ponto deixaremos que tomem conta de nossas vidas e influenciem em nossas relações como seres humanos.

Filmes: Harry Potter (toda a saga).
 
A saga que conta com 7 livros e 8 filmes foi sucesso em mais de 150 países. O começo inocente não revela que ao longo da história, muitos segredos são desvendados com personagens de passados entrelaçados e uma trama que envolve muito mais do que apenas Harry e suas aventuras.

De certa forma, a saga amadureceu junto com seus leitores e a autora teve a perspicácia e a sabedoria de deixar o melhor para o final, sempre instigando o que estava por vir. Hoje, mesmo tendo sido encerrada, a repercussão entre os fãs não acaba.

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E não é a tòa que os fãs não abandonam o fã-clube. Harry Potter é uma história com a qual crescemos e nos identificamos. Harry, Ron e Hermione tornaram-se referência para toda uma geração e deram aos jovens a possibilidade de imaginar muito além, guiados por J.K. Rowling para uma viagem mágica, repleta de emoções e ensinamentos.

Para Mazzei, “há uma moral, implícita na narrativa da autora J. K. Rowling, que transcende o uso dos poderes e truques mágicos ensinados em Hogwarts: toda informação é valiosa.”
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É muito importante se permitir conhecer todo o tipo de cultura. Como Victor brilhantemente acrescenta em sua reflexão sobre o que aprendeu com Harry Potter, “uma história, como Harry Potter, 50 tons de cinza, Comer Rezar e Amar ou Crepúsculo, por exemplo, pode até não nos agradar, mas é importante que saibamos o motivo pelo qual ela alcançou tanta repercussão. Não julguemos sem conhecer, não é mesmo?”

Ainda que aquele filme/série ou livro aparentemente não faça o seu estilo, permita-se conhecer para então ter a sua própria percepção. Mesmo que continue não gostando após isso, tudo vira repertório e pode ser usado tanto para compreender discussões a respeito quanto para estimular a sua criatividade em outros aspectos.

A ignorância nunca é um bom caminho. 🙂
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Texto colaborativo por  Alessandra Santarosa, Anna Clara Teixeira, Caroline Sabino, Cristiane Rubim, Guilherme Melo e Lívia Reim.

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