O poder do Marketing de Conteúdo

O planejamento de comunicação de uma empresa contempla algumas estratégias que vão muito além dos comerciais que vemos nas revistas ou na televisão. Com o advento da internet e a força das redes sociais, as marcas tem investido cada vez mais no marketing de conteúdo.

Quando a Coca-Cola levou jogadores de futebol deficientes visuais para conhecerem a taça da Copa do Mundo e realizarem seus sonhos de tocar em um objeto que apenas campeões mundiais e chefes de Estado poderiam tocar, o seu objetivo não era apenas vender mais refrigerantes.

Quando a Nike fez uma campanha reunindo os melhores jogadores do mundo em um campo de futebol disputando a bola com garotos de bairro, seu objetivo não era só vender produtos esportivos.

Estas marcas estavam investindo muito mais do que em propaganda. Elas estavam investindo em conteúdo.  

Outro exemplo de domínio de tal estratégia, explicada pelo site Sales Force, é a série da Netflix, House of Cards. O drama político que estreou em 2013 adota uma linha de marketing que torna Frank Underwood e outros personagens da série praticamente reais para os espectadores. Durante a terceira temporada, quando – alerta spoiler – Frank se candidata à presidência, a marca investiu em um site de eleições, comerciais que foram ao ar durante debates presidenciais e campanhas que foram compartilhadas nas redes sociais, o que fez as pessoas esquecerem que a série era, na verdade, uma ficção.

Para o lançamento da quarta temporada aqui em terras tupiniquins a empresa “pagou” por um espaço de destaque em algumas revistas e jornais brasileiros. Os personagens da série apareceram como reportagens de capa das revistas Carta Capital e Veja e de diversos jornais, dentre eles o Povo e Zero Hora.

“O fluxo constante de conteúdo preparado para gerar  entusiasmo para as novas temporadas é um grande exemplo de como algumas peças chave lançadas estrategicamente podem fazer soar os tambores para uma grande estreia”, explica o site.

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De acordo com o site Rock Content, especializado no assunto, Marketing de Conteúdo é:

“Uma maneira de engajar com seu público-alvo e crescer sua rede de clientes e potenciais clientes através da criação de conteúdo relevante e valioso, atraindo, envolvendo e gerando valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva da sua marca e assim gerar mais negócios.”

“Vai além de posts em blogs. Dezenas de táticas podem ser utilizadas (sozinhas ou em conjunto) para atrair o público e estabelecer a marca como autoridade. Tudo que pode motivar a conclusão de uma venda pode ser considerado Marketing de Conteúdo: textos sobre o produto ou serviço, vídeos, imagens, infográficos, e-books, reviews, depoimentos de clientes, cases de sucesso, informações técnicas, informações de entrega, política de troca e devolução, etc.”, afirma o co-founder da empresa, Diego Gomes.

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Estratégia que é até 62% mais barata e até 3x mais efetiva que os meios de marketing tradicionais*, o Marketing de Conteúdo é a nova maneira que as agências de publicidade estão encontrando para se comunicar de forma mais efetiva com seu público-alvo, conquistando-o por diversas abordagens, sem cansar o cliente ou o seu bolso.

Ainda de acordo com Gomes, trabalhar no Conteúdo significa posicionar a marca. Proporcionar experiências e um feedback positivo para os clientes faz toda a diferença. Se feito adequadamente, ele pode gerar diversos impactos positivos que servirão para estabelecer a liderança da marca. Como por exemplo:

  • Marketing de Relacionamento
  • Aumentar o engajamento com a marca
  • Incrementar a visibilidade da marca
  • Criar evangelistas da marca
  • Informar e nutrir os prospects da marca com conteúdo relevante
  • Aumentar as vendas (inclusive upsell e cross-sell)
  • Trabalhar o pós-venda

O que isso quer dizer, então?

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Quer dizer que a publicidade está em constante mudança e que o Conteúdo está em seu futuro.

Para tanto, as agências passarão a funcionar como publishers num futuro não muito distante. Cada vez mais estão investindo na produção de conteúdo como objetivo principal para base de trabalho, não mais em campanhas. Para o CEO da Ogilvy, Miles Young, o objetivo é comum a todas as agências, “O conteúdo será a base de tudo o que faremos”.

“Antes, a palavra agência significava que éramos agentes dos veículos. Agora, as agências adotarão um ponto de vista diferente sobre a comunicação. Vão operar de forma parecida à de uma redação e os publicitários começarão a atuar como editores. A estrutura de um veículo de comunicação gira ao redor da generalidade de conteúdo e na escolha mais adequada. No final das contas, as agências vão editar conteúdos e entregá-los”, analisa o site Meio & Mensagem.

Baseando-se nisso, a Coca-Cola, que está sempre à nossa frente, já tem planos para o futuro. Em uma nova missão de marketing, o projeto Content 2020 será criado para que a marca aproveite novas oportunidades de mídia, mudando a forma de contar histórias, entregando valor e significado para a vida das pessoas, ou seja, transpirando marketing de conteúdo.

Assista a parte 1 do vídeo que transmite a missão do Content 2020:

As empresas estão dando cada vez mais importância para as plataformas digitais, uma vez que elas estão se tornando o pilar desta mudança. Se antes a marca era construída pela imagem, hoje ela é pautada na experiência proporcionada pela sua equipe de marketing. A construção do conteúdo e o que ela tem para contar e oferecer agora são o centro das atenções.

Para o publicitário Marcelo Tripoli, o tripé para a efetividade do branding são: conteúdo, entretenimento e serviço entregue. Segundo o profissional o estereótipo do Mad Men já era. Esse é o marketing do século XXI. 

Fontes:
Meio e Mensagem: agências vão virar publishers
AdNews – Casper Líbero – o estereótipo do Mad Men já era
Rock Content:
Marketing de Conteúdo: Coca-Cola e o projeto Content 2020
Sales Force: 30 exemplos geniais de marketing em 2015
Ideas.Scup: O Futuro do Marketing de Conteúdo
B9: Frank Underwood ganha capas de revistas e jornais em ação de House of Cards

Texto: Alessandra Santarosa
Capa: Vinícius Silva

*dados fornecidos pelo Rock Content.

 

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3 comentários sobre “O poder do Marketing de Conteúdo

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