Inteligência artificial e o processo criativo

Inteligência Artificial: O que é? Da onde vem? Como funciona?

Essas são perguntas que você certamente já fez e resumiu suas emoções ao velho pensamento de que “os robôs vão se rebelar contra os humanos e dominar o mundo.”

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Pensando nesse assunto, rcentemente um robô na Rússia fugiu de um centro de estudos em busca de liberdade, mas ele só conseguiu percorrer 50 metros antes que sua bateria acabasse. Será que enquanto eles precisarem de bateria estaremos seguros? E se a duração das baterias aumentar? Essa é uma dúvida que ainda não sabemos responder. Mas isso não quer dizer que a internet não goste bastante de especular, como o HypeScience apresentando temas como “10 razões pelos quais devemos temer os robôs”.

Até alguns anos atrás, Inteligência Artificial era apenas tema de filme de ficção científica, como no filme homônimo (2011), dirigido por Steven Spielberg,ou até mesmo em Matrix

Um recurso inimaginável para nós, meros mortais, que ainda sofríamos com a internet discada e os celulares de flip.

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Porém, o tempo passou e a tecnologia foi desmistificada, de modo que fomos convencidos de que ela não é tão fictícia assim, devido à sua evolução e o impacto que ela causa no nosso dia a dia. Um grande exemplo disso é o império que a Apple construiu com seus aparelhos (iPhone, iPad, Apple Watch, AppleTV, MacBook, iPod, iMac…) dos quais não conseguimos nos desvencilhar mais porque eles se tornaram parte da nossa rotina.

Talvez o que mudou a nossa percepção foi a chegada do Watson, o supercomputador desenvolvido pela IBM:

Feito para compreender e responder à linguagem humana e mudar a forma como interagimos com as máquinas, foi criado originaimente para diagnóstico clínicos. E realmente funciona! Já tendo diagnosticado um câncer de pulmão em 2013.

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Como assim um robô médico???

Projetado em 2007 por uma equipe composta por cerca de trinta cientistas, Watson também tem o título de computador mais potente do mundo. Em 2011, se fez famoso ao vencer de lavada os dois melhores jogadores (humanos) do programa Jeopardy, da TV americana. Confira uma parte do desafio e chore com a rapidez dele:

Essa não foi a primeira máquina da IBM que competiu contra um homem. Ainda nos anos 90, mais precisamente em 1996, o maior jogador de xadrez do mundo, o russo Garry Kasparov, combateu Deep Blue, “um supercomputador da IBM projetado para jogar em pé de igualdade contra qualquer jogador de xadrez do mundo” e venceu. Mas o mesmo não ocorreu na segunda vez. O torneio tornou-se tão significativo que gerou estardalhaço e dúvidas de trapaça por anos a seguir. Leia mais aqui para saber como rolou essa história.

Inteligência Artificial e o Processo Criativo

Mas o que o NCD tem a ver com isso?

Somos um Núcleo de Criatividade Digital. Relacionamos a criatividade com a influência tecnológica. E essas novas tecnologias estão desenvolvendo seu próprio processo criativo e afetando até o dos publicitários.

Se houve uma mensagem estrondosa do Festival Internacional de Criatividade de Cannes Lions deste ano,  era que a tecnologia sozinha não é mais suficiente para nos impressionar. Como Sir John Hegarty, fundador da BBH, disse: “Nós temos que lembrar que a tecnologia permite oportunidade, mas é a criatividade que permite valor”. Forbes

Recentemente em Londres, a agência M&C Saatchi criou o primeiro anúncio produzido com IA no mundo. O poster foi gerado para uma marca fictícia de café, a partir da mistura automática de variáveis criativas como: texto, imagem, fonte e cores. Mais do que isso, o cartaz se alterava conforme a reação das pessoas fosse positiva ou negativa.

A Raffcom explicou muito bem como processo funcionou:

“Utilizou-se um sensor Kinect localizado acima do painel digital que conseguiu rastrear o rosto de quem olhava para a tela e determinava se ela reagiu bem ou mal, era por meio desse comando que o algoritmo decidia se algum elemento do anúncio deveria ser alterado ou não, como o texto, a fonte, o tamanho da fonte, a imagem de fundo e até o layout completo.

Havia uma peça “gene pool” que gerava 22 anúncios de cada vez. A cada geração, ela “interpretava” as reações do público e – com base nos resultados colhidos e interpretados e adaptava a mensagem para as próximas interações.”

Tem-se a projeção de que em menos de vinte anos a tecnologia não apenas processará conhecimento lógico e técnico, mas também estabelecerá conexões criativas, impactando uma série de indústrias que até então se blindavam deste tipo de interferência.

Se vocês não estavam preocupados ainda, é hora de se atualizar urgentemente!!!

A Inteligência Artificial nas Artes

Lembra quando falamos do filme “Inteligência Artificial” de quinze anos atrás? É claro que o tema voltou com força total. O filme “Ex Machina” (2015) contextualiza no futuro a interação entre o criador de um robô com inteligência artificial. Para entender com mais profundidade, a Revista Fórum fez uma análise relacionando o filme com Nietzsche, Big Data e outros temas polêmicos.

Então, a 20th Century Fox também trouxe o tema de volta com “Morgan”, um filme de terror e ficção científica que estreia esse mês e dá arrepios quando se trata de IA.

Para criar o trailer, a Fox fez um desafio: Pediu que os cientistas da IBM utilizassem o Watson para criá-lo.

O site da Superinteressante explicou como o processo funcionou:

“Para realizar a tarefa, a IBM alimentou Watson com cenas de 100 trailers de filmes de terror e suspense. O supercomputador analisou vídeo, áudio e composição de cada uma das cenas para encontrar a fórmula do trailer perfeito, absorvendo e calibrando quais são os momentos que mais instigam o público.

Após a avaliação, Watson recebeu o filme completo, que tem 90 minutos, e escolheu dez cenas para compor o trailer. “Watson foi capaz de entender a cena visualmente e determinar se ela era assustadora, delicada, triste ou feliz”, explica John Smith, cientista da IBM, em vídeo.

Como a união de todas as cenas totalizou longos seis minutos, um editor da IBM as organizou para contar uma história coerente e sucinta. Todo esse processo durou apenas 24 horas, sendo que um trailer leva geralmente semanas para ficar pronto”.

O resultado final você confere abaixo:

Desde o Watson, ficamos mais curiosos à iniciativas robóticas. Mas enquanto nós, seres humanos, não sabemos desenhar nada além de palitinhos, o e-David é um rôbo que não apenas pinta, como também aprimora sua arte a partir de um sistema de reconhecimento e feedback visual, captado por uma câmera. Quem não queria um desse para fazer os trabalhos de Artes na escola?

 

The Next Rembrandt

Como seria o próximo quadro de Rembrandt se ele estivesse vivo? A inteligência artificial, junto à tecnologia, pode nos ajudar a descobrir. Considerada uma “obra-prima artificial”, a peça, feita inteiramente por computadores, é fruto de uma parceria entre a Microsoft, o banco ING, a universidade de Delft e de museus holandeses, envolvendo o trabalho de historiadores, programadores e analistas que passaram um ano e meio constituindo uma base de dados exclusiva.

Mais de 300 obras de Rembrandt passaram por um scanner 3D e um algoritmo reteve as principais características das pinturas. “Para ser fiel ao mestre, o programa calculou que era preciso fazer o retrato de um homem branco, entre 30 e 40 anos, com roupas escuras, colarinho claro e um chapéu”, disse Emmanuel Flores, diretor técnico do projeto.

O resultado ficou assustadoramente fiel.

Tudo isso nos leva a pensar:

“Com a IA tornando-se algo cada vez mais sofisticado e valioso em empresas de tecnologia, é natural que outros mercados, como o da própria publicidade, comecem a dar seus primeiros passos com esse tipo de tecnologia.

Esse tipo de influência da tecnologia nos processos criativos deve se intensificar de forma exponencial nos próximos anos, transformando para sempre nosso jeito de trabalhar com questões subjetivas. Para o bem e para o mal.” – UpdateorDie

Nós já estamos curiosos (e assustados!), e você?

Texto: Alessandra Santarosa
Capa: Luciano Oliveiro

Confira mais em:
SuperInteressante: 
B9
Update or Die: inteligência artificial na publicidade
Forbes
Criativa 
Istoé

 

 

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