Tudo que você precisa saber sobre o YouTube

Nós do NCD amamos Marketing de Conteúdo, como você pode atestar aqui e aqui. E provavelmente em centenas das nossas publicações no Facebook. Por isso, nós acreditamos que um dos maiores hospedeiros de tudo que é criado no mundo, é o maravilhoso YouTube.

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Não existe ainda outra plataforma no planeta que disponibilize a mesma quantidade de videoclipes, filmes, webséries, propagandas, campanhas, músicas, cases publicitários e qualquer tipo de micão que as pessoas queiram compartilhar com o resto do mundo (sendo tudo de graça).

Ou vamos esquecer de todas as obras de arte que tivemos acesso graças ao magnífico YouTube?

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Para isso, vamos começar com o básico:

O que é o YouTube, afinal?

O site TechMais contou tudo que precisamos saber:

O termo “youtube” poderia significar de forma livre “você transmite” ou “canal feito por você”. A ideia é idêntica à da televisão, em que existem vários canais disponíveis. A diferença é que os canais são criados pelos próprios usuários, onde podem compartilhar vídeos sobre os mais variados temas com legendas descritivas. No YouTube, os vídeos estão disponíveis para qualquer pessoa que queira assistir.

Segundo o site, “o YouTube foi fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. A ideia surgiu devido a dificuldade que existia na época para partilhar vídeos na internet”. Certamente uma ideia simples, mas que se tornou um sucesso em todo mundo em pouco tempo.

Em apenas um ano, o site cresceu de maneira exponencial, a ponto de, por dia, atingir 100 milhões de vídeos visualizados. Agora pense nesses números em uma época em que a internet, em boa parte do mundo, ainda era ruim, discada e com pouquíssimos acessos.

O crescimento da tecnologia e das velocidades de conexão permitiram a democratização do acesso ao vídeo para criação e consumo de conteúdo na internet. De certo, o YouTube foi uma das grandes invenções possibilitadas pela internet.

E não é à toa que em 2006 foi comprado pela Google por 1.65 bilhões de dólares, pagos em ações da empresa. Os fundadores, assim como seus (ainda poucos) 65 funcionários, passaram a trabalhar para o Google. E apesar da compra, continuou operando de maneira independente, com seu nome e marca.

De acordo com uma notícia divulgada no Terra ainda naquele ano, “a aquisição foi parte da estratégia do Google de ampliar seu domínio na área de sites dedicados à formação de redes sociais e ao compartilhamento de vídeos”.

Na época, muita gente criticou a compra do YouTube por esse valor, pois o serviço era deficitário e eles não tinham ideia de como fazê-lo virar um negócio lucrativo, o que em 2016  ainda era um impasse.

10 anos depois, podemos ver que o planejamento deu certo.

Pegou um pouco da história do YouTube? Então…

Vamos aos números:

Acessando o InternetLiveStats você consegue visualizar os números assustadoramente alto das outras redes sociais e mecanismos de busca. E enquanto esse texto estava sendo produzido, mais de 8 bilhões de vídeos foram vistos no YouTube em apenas um dia. E mais de 3 TRILHÕES em um ano. É número pra dedel.

  • De acordo com portal INFO, 100 horas de vídeos são postadas por minuto.
  • O YouTube hospeda mais de 6 milhões de vídeos, crescendo a uma taxa de 20% mensalmente.
  • Os vídeos ocupam um espaço superior a 45 TB.
  • O conteúdo requer milhões de dólares em banda de rede mensal para poder ser transmitido.
  • O YouTube tem como seu formato de vídeo o padrão Adobe Flash, e no seu seguimento é o site mais popular pela grande variedade e facilidade em publicar vídeos

Falando em números, não podemos deixar de falar de faturamento. E faturamento no YouTube é igual a… YouTuber.

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E o que é um YouTuber? Onde vivem? O que comem?

Se você esteve conectado ao Facebook no último ano, você já leu sobre o termo YouTuber. Mas diferente do que você pensa, YouTuber deixou de ser apenas um hobby e passou a ser uma profissão como qualquer outra.

No mercado digital, não há salário fixo. E um YouTuber trabalha com planejamento, produção, pós produção e constante atualização, o que faz com que muitas vezes ele tenha que trabalhar até mais horas por dia do que num emprego com carteira assinada.
– Diga Aí

Muitos brasileiros estão consolidando suas carreiras por meio de vídeos na internet. A vlogueira do 5inco Minutos, Kéfera Buchmann acabou de estrear seu primeiro filme, Whindersson Nunes é o 2º youtuber mais influente do mundo e blogueiras como a Boca Rosa utilizam a plataforma para divulgar seus trabalhos e conquistar contratos publicitários com marcas no mundo todo.

Sem dúvida, o mundo digital nos trouxe muito conteúdo, muitas celebridades e, para eles, muito dinheiro.

Inclusive, o Youtube realizou recentemente em São Paulo mais um evento Brandcast, com a presença de agências, anunciantes e creators.

O encontro contou com a participação de Julia Tolezano (JoutJout), Bianca Andrade (Boca Rosa) e Nilce Moretto (Coisa de Nerd) e focou em temas como diversidade e empoderamento.

Também foram apresentados números e estudos sobre o YouTube como plataforma de mídia. Confira alguns dos insights abaixo:

  1. O tempo de visualização no YouTube cresceu 70% no Brasil no ano passado. (Fonte: Dados internos de YouTube)
  2. Do total do tempo que os brasileiros passam assistindo vídeos na web mais da metade (55%) já acontece em smartphones. (Fonte: Instituto de Pesquisa Provokers, 2016)
  3. 85 milhões de brasileiros assistem a vídeos online. Destes, 82 milhões assistem pelo YouTube. (Fonte: Instituto de Pesquisa Provokers, 2016)
  4. De acordo com o Instituto de pesquisa REDS, consumidores de culinária, games, música e moda e beleza no YouTube já consideram a plataforma como o lugar preferido para assistir vídeos. (Fonte: Instituto de Pesquisa REDS, 2016)
  5. Cinco das 10 celebridades mais influentes entre os adolescentes brasileiros são estrelas do YouTube. Dos primeiros três colocados, dois são YouTubers e com uma diferença bem pequena em relação ao primeiro colocado e níveis gerais de influência em patamares bem mais altos do que no ano anterior. (Fonte: Instituto de Pesquisa Provokers, 2016)
  6. Os principais atributos que tornam uma personalidade influente estão ligados à singularidade: autenticidade, originalidade, senso de humor e inteligência representam juntos 54% do “peso” da influência, características que não faltam aos YouTubers. (Fonte: Instituto de Pesquisa Provokers, 2016)

Fonte: Adnews

Lucro? Remuneração? Estatísticas?

São muitos números e muita coisa para nós de humanas associarmos! Por isso recorremos ao site Diga Aí, que fez um apanhado sobre o assunto, que você pode ler na íntegra aqui e aqui.  Eles dizem:

Como todo empreendimento, há meses que os canais rendem mais, há meses que rendem menos. Por isso é importante ficar de olho nas métricas e oferecer constantemente conteúdo de alto valor agregado à sua audiência. Porque conteúdo é o futuro. Cada usuário que se inscreve em um canal devido espera receber mais do conteúdo que o fez chegar até o vídeo responsável por sua conversão (inscrição). E qualidade vale mais do que quantidade.

O algoritmo usado pelo YouTube é secreto e é praticamente impossível determinar, com exatidão, qual a fórmula usada e qual o peso de cada variável. Mas o CPM* médio é estimado entre US$ 0,60 e US$ 5 a cada mil views, com alguns casos acima ou abaixo desses valores

*CPM (abreviação de “custo por mil”) é o valor que o anunciante paga ao YouTube a cada mil views monetizados de um vídeo.

Mundo Estranho

Apesar de não podermos ter certeza de quanto exatamente cada YouTuber recebe por mês diretamente da plataforma, o site Social Blade fornece informações que podem nos ajudar a tirar a média baseando-se entre o mínimo e o máximo que cada canal faz. No Brasil, a estimativa mensal dos canais mais rentáveis no último ano foram:

  1. Porta dos Fundos – 11 a 185 mil dólares por mês.
  2. Parafernalha – 6 a 105 mil dólares por mês.
  3. Galo Frito – 5 a 93 mil dólares por mês.
  4. 5inco Minutos – 6 a 98 mil dólares por mês.
  5. Venon Extreme – 3 a 56 mil dólares por mês.
  6. Felipe Neto – 1 a 21 mil dólares por mês.
  7. Canal Nostalgia – 6 a 69 mil dólares por mês.
  8. Manual do Mundo – 6 a 101 mil dólares por mês.
  9. Desce a Letra – 724 a 11 mil dólares por mês.
  10. Galinha Pintadinha – 11 a 187 mil dólares por mês.

(Para saber em todo o mundo, clique aqui.)

Então, se convertermos para o real e multiplicarmos pelos 12 meses do ano…

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É, é MUITO dinheiro.

Concorrentes

Famoso e genial como é, o YouTube claramente despertou competitividade. Mesmo que não existe nenhuma plataforma que o reflita por completo, existem concorrentes que deixam a empresa de orelha em pé para que não seja ultrapassada.

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YouTube x Vimeo

O TechTudo parou para fazer uma análise comparativa entre as vantagens do YouTube, e seu maior concorrente, Vimeo.

A análise comparou a capacidade de upload, a execução dos vídeos, os recursos grátis oferecidos, os recursos sociais, as soluções móveis, as métricas geradas e a publicidade monetizada.

Enquanto o YouTube não tem restrições para carregar vídeos, possui qualidade superior e suas versões em app dão mais mobilidade para o usuário, o Vímeo saiu ganhando em recursos sociais, métricas e em publicidade. Isso porque ele disponibiliza a criação de grupos e álbuns, indo além dos simples canais do YouTube; oferece mais informações em sua versão paga e sua publicidade localizada na lateral da página não atrapalha na hora de ver os vídeos.

O final? Empate. O que quer dizer que na hora de publicar o seu vídeo, é melhor comparar o que te dará mais retorno, seja em faturamento quanto em visualizações.

Além disso, o Vimeo ainda não conta com as históricas retrospectivas produzidas pelo YouTube anualmente juntando os melhores vídeos, memes e músicas que bombaram durante o ano.

Assista o de 2015 e relembre dos hits, como I Can’t Feel My Face, What Do You Mean, Whip (Nae Nae), Lean On, Cheerleader. A briga na internet se o vestido era azul e preto ou branco e dourado, os passeios de carro com James Corden, as restropectivas de 100 anos de moda, maquiagem, etc e o Left Shark do SuperBowl e muito mais.

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YouTube Red x Netflix

Lançado em 2015 como uma “versão premium” do YouTube, o YouTube Red permite que o usuário salve vídeos para ver offline e permite aquele sonhado desejo de todos nós de continuar ouvindo um vídeo no background enquanto usamos outros aplicativos.

Entre o conteúdo exclusivo que o serviço oferece, estão filmes e séries, além de canais de atores e vloggers que já conquistaram público no YouTube.

Não foi surpresa quando a novidade foi comparada ao famoso serviço de streaming, Netflix. Entretanto existe uma grande diferença quanto ao conteúdo produzido.

Enquanto o Red apresenta programas e filmes protagonizados por pessoas que se destacaram dentro do próprio YouTube e voltados majoritariamente para os adolescentes (que são a maioria na audiência da plataforma) a Netflix investe na compra dos direitos de conteúdos já produzidos, além de produções inéditas.

De certa forma, “seria mais fácil para o YouTube se tornar Netflix que para a Netflix se tornar YouTube”.

Para isso, YouTube precisaria de recursos para pagar empresas na produção de conteúdo exclusivo, enquanto a Netflix teria que reunir milhões de jovens dispostos a postar conteúdo livre com a esperança de conquistar fama.

Mudanças no Youtube

Desde a compra pelo Google até hoje, o YouTube passou por diversas mudanças. Sua interface se modificou, o player se modernizou, playlists foram criadas, ferramentas foram aprimoradas e a qualidade de transmissão aumentou. Tudo isso porque a tecnologia avançou, mas também porque existe a concorrência e os consumidores continuaram pedindo por mais. E em terra de livre concorrência, se você não correr atrás de melhorar, acaba perdendo espaço e desaparece da preferência.

Após diversas mudanças, tanto digitais quanto monetárias, o YouTube ainda não cansou. Isso porque apesar de já ser uma marca consolidada, seu  maior desafio não é mais atrair usuários e sim encontrar uma maneira de fazê-los permanecer na rede. Tornar a plataforma mais direcionada a grupos com hábitos distintos e com audiência crescente foi a saída em um momento em que ele disputa o tempo dos usuários com outras redes sociais.

O avanço do consumo de vídeos impulsionou investimentos relevantes no formato por parte de gigantes como Twitter, Snapchat, Instagram e Facebook.  O YouTube, que tem 1 bilhão de usuários, teve que se reinventar para poder manter sua competitividade, adentrando nichos específicos com o lançamento do YouTube Kids e YouTube Gaming.

1) YouTube Gaming

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O YouTube Gaming é a resposta a ao crescimento da indústria de games. O site tem um núcleo de produção própria e um canal no YouTube. O diferencial, no entanto, continua sendo o combo de entretenimento, exclusividade e qualidade.

2) YouTube Kids

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Finalmente os pais não vão ter mais que se preocupar com seus filhos vagando pelos confins do YouTube e descobrindo que o planeta não é tão… Normal quanto parece. Ou vamos todos negar que já passamos por isso?

A ESPM Media Lab divulgou recentemente um estudo que, apenas neste ano, crianças (e bebês) de 0 (zero) a 12 anos foram responsáveis por 52,164 bilhões de visualizações de vídeos no YouTube até setembro. Ou seja, o público infantil claramente é grande. E continua crescendo em plena era digital.

O YouTube que não é bobo nem nada, querendo audiência (mas também preocupado com seu conteúdo tão extenso e nada-filtrado), lançou um novo aplicativo voltado para o público infantil, e claro, seus  responsáveis. O YouTube Kids oferece ferramentas de personalização de acordo com a faixa etária da criança, permitindo ainda denunciar vídeos e estipular um tempo máximo de uso, além de outros diferenciais.

Desta forma, garante de que a criança terá acesso somente a conteúdo infantil e diminui o risco da marca ser associada a algum tipo de conteúdo impróprio. 

Alõ Galinha Pintadinha, Peppa Pig, Turma da Mônica e cia, tamo cheganu!

3) YouTube Go

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o YouTube Go foi desenvolvido para tornar o consumo de conteúdo multimídia por parte do público equivalente às áreas em que a conectividade é mais limitada, ou seja, para contornar aquele famoso 3G com a franquia estourada, visto como uma barreira para o carregamento de vídeos.

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O novo app também promove a economia de conexão ao permitir que você repasse através de Bluetooth o conteúdo baixado anteriormente ou sendo visualizado via streaming na plataforma da Google – evitando que outras pessoas precisem fazer o download.

Só falta eles utilizarem a ideia do YouTube Red e fazerem a música continuar tocando quando saímos do aplicativo, né non?

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Para ler mais sobre a novidade, acesso o site Tecmundo.

4) YouTube Community

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O Google ainda não tem nada comparado ao feed de notícias, e portanto o usuário ainda tem que ir “fuçando” entre uma infinidade vídeos de diversos campos de interesse.

Por isso foi criada a ferramenta “Comunidade”, um espaço dentro da plataforma que permite a criação de conteúdo para além do vídeo, como textos, fotos e GIFs. De acordo com o comunicado da empresa, o objetivo da “Comunidade” é favorecer a produção de conteúdo dentro do YouTube e torná-lo “um lugar melhor para todos”.

Assim podemos finalmente comentar os vídeos da rainha Inês Brasil com os memes e GIFs que ela merece!

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Para saber mais sobre a novidade, acesso o site AdNews.

YouPix

E se você é criador de conteúdo, apaixonado por vídeos, streamings, YouTube e tudo que a internet pode nos oferecer, você precisa se familiarizar com o YouPix, um site brasileiro que reúne pensamentos, análises e opiniões sobre conteúdo digital

E pensando no YouPix, precisamos comentar sobre a YouPixCon.

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O festival YouPix existe há nove anos e, segundo seu site, é um evento que “reúne os líderes do mercado de conteúdo digital e creators para discutir os rumos dessa indústria tão desafiadora e dinâmica.”

Infelizmente ele é apenas para convidados, mas ocorre todos os anos a transmissão ao vivo das palestras. Participam do evento representantes de empresas como do YouTube, Spotify, Viber, Facebook e Twitter, além dos criadores de sites populares como Jovem Nerd, PapelPOP e Não Salvo.

Partindo de quarto macro-temas – Conteúdo, Negócios, Plataformas e Tendências –, que muito se assemelham aos temas apresentados no Festival de Leões de Cannes, em 2016 foram oferecidas 30 atividades diferentes que discutiram as melhores práticas, transformações e visões de negócios sobre conteúdo digital.

Caso tenha se interessado, acesso o site e aproveite para imergir em uma riqueza espetacular de conteúdo!

Agora com licença que temos que parar de produzir para assistir uma sequência de vídeos estranhos e viciantes no YouTube. Até a próxima, pessoal!

Texto: Alessandra Santarosa
Capa: Felippe Ferreira

Saiba mais em:

TechMais: o que é o YouTube?
Meio & Mensagem: YouTube diversifica para manter liderança em vídeo
Mundo Estranho: Quanto o YouTube paga?
Diga Aí: Quanto ganha um YouTuber brasileiro?
AdNews: YouTube lança espaço para publicação de textos e fotos
TechTudo: Vimeo x YouTube
TechMundo: YouTube Go
InternetLiveStats
Olhar Digital UOL: YouTube Red
Olhar Digital UOL: YouTube Red x Netflix
Folha UOL: Festival YouPixCon

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